Segundo dia:
O segundo dia em Paris foi o dia em que mais andei na vida.
Decidimos, para aproveitar o maximo possivel, seguir um roteiro bem planejado. Tinhamos o site Conexao Paris e o guia da National Geographic, ambos muito bons.
Nesse dia seguimos o guia do Conexão Paris: " Vocês vão conhecer (o arco do Triunfo), a avenida Champs Elysèes, avenida Montaigne, ponte Alexandre III, Grand Palais e Petit Palais, praça Concorde, rue Saint Honoré, praça Vendôme, Opera, Madeleine e vão terminar o circuito no centro de consumo de Paris, onde se encontra entre outras as Galerias Lafayette." Sendo que trocamos as Galerias por nada mais nada menos que o Louvre! E é valido lembrar que começamos a jornada às oito da manhã.
"Você vai começar o circuito no metro Charles de Gaulle /Etoile . Esqueceram de dizer que saindo do metro na parada Charles de Gaulle você dah de cara com o arco do triunfo. Momento-Uau. Apos varias fotos, de um lado, de outro, e em baixo, subimos o arco para tirar fotos lah de cima. Quando eu subi, nao sabia que tinhamos acesso ao terraço, aberto e com uma linda visao de Paris. Dentro do Arco existe um museo bem legal. E entramos de graça. Outra dica: o Arco é cercado por uma rotatoria. Depois de alguns bons minutos imaginando como chegariamos ao Arco, vimos que havia uma passagem subterrânea, proxima à saida do metrô. Pois, é por baixo da rotatoria que entra, nao tentando correr entre os carros, possibilidade cogitada.
– A - e vai descer a avenida Champs Elysèes até a praça Franklin Roosevelt . O caminho é lindo! E é muito chiq né? Depois da parte comercial, muitas e muitas grifes, começa uma partizinha arborizada, bem bonita, onde eu pisei no cocô de cachorro. Também, o pessoal do Conexao tem que saber que a traduçao de place não é exatamente praça. La estavamos, eu e Claudia, procurando uma praça onde soh havia um grande espaço aberto com carros passando no meio. para virar a direita na avenida Montaigne.Que demoramos um pouquinho para achar e onde se encontram as maiores grifes, Armani, Prada, Chanel, Dior, Louis Vuitton todas coladinhas. Algo interessante sobre essas lojas eh que, primeiro, existe uma cerquinha entre você e a vitrine: é tao caro que até a vitrine é cheia de não-me-toque. O segurança nao fica la dentro da loja, ele fica na porta, bem na entrada, de frente pra rua, encarando quem passar em frente.
– B. Seguir até a praça Alma . Que, novamente, não era uma praça e onde havia farios cafés bem franceses, onde se podia sentar e observar o rio Sena.– C - virar a esquerda e seguir nas margens do Sena até a ponte Alexandre III. A ponte Alexandre III, que por toda a viagem eu so conseguia chamar de ponte Henrique III, até que no final desitiram de me corrigir, é algo incrivel. Ela é gigante, é linda, super decorada.
Ponte Henrique...ops Alexandre III.
– D. Pegar a avenida W. Churchill e passar na frente do Grand Palais e do Petit Palais .Passei em frente, bem rapido. Nao tinha nada demais. Os prédios são muito bonitos, mas eu não conheço a historia deles.
-E - até estar de volta nos C, hamps Elysèes. Continuar descendo a avenida até a praça Concorde .Como nesse dia estava sem um guia historico, e soh um roteiro mesmo, muito passou despercebido. Na praça da Concorde fica o Obelisco. Eu li o texto da placa em frente ao monumento, mas nao lembro o que ele representa. Agora lendo no Wikipédia vejo que: "A praça da Concorde é a maior praça da capital francesa, uma das mais famosas e palco de importantes acontecimentos da Historia da França." e também que "O obelisco egípcio de Luxor, com 3300 anos, foi transpostado para a França em 1836, oferecido pelo Egito em reconhecimento ao papel do francês Champolion, primeiro tradutor dos hiéroglifos. O rei Luis Felipe II o fez colocar ao centro da praça. Os hieróglifos que o cobrem celebram a glória do Farao Ramsés II. O obelisco situa-se sobre a linha do eixo histórico de Paris que vai do Arco do triunfo ao Arco da Défense, passando pelo Jardim das Tulherias e pela avenida Champs-Élysées"... ah se eu soubesse disso antes!
Foi na praça da Concorde que fomos atacadas por ciganas. Em Paris, e em Nantes também, existem muitos ciganos, que sao os chamados Rom's, pessoas pobres vindas da Romênia. O problema em relaçao à eles é que você nao pode sorrir, ser educado e dizer que nao pode ajudar. Ou você dah o dinheiro ou passa direto. Se você sorrir, ja era, sem exageiros. Quatro mulheres cercaram a Claudia, ficaram segurando o braço dela, outra puxou celular, foi muito tenso. A Claudia puxou o celular de volta e conseguiu se soltar delas. A dica, que a gente aprendeu depois, é que elas são incansaveis e tendem a te segurar, te puxar, então a melhor maneira é dizer nao e seguir em frente, simpatia zero.
.– F. Pegar a rua Royale e seguir até o cruzamento da rua Saint Honoré – G. Se virar a esquerda você vai entrar no faubourg Saint Honoré, a rua onde está concentrada a alta costura e se virar a direita, vai seguir a rua Saint Honoré, ponto hype da cidade. Virar a direita na rua Saint Honoré e seguir até a Place Vandôme. Depois do episodio com as ciganas, a gente ficou andando meio sem prestar atençao em nada, soh se afastando. Passamos por todas essas ruas, que é uma parte um pouco menos turistica de Paris, ou parece. E foi dificil achar a Place Vandôme, o mapa não parecia de acordo com o que estavamos vendo na verdade. Enfim a encontramos, é uma construçao bem interessante. Uma grande praça, toda cercada por predios idênticos, com um outro obelisco no meio, que eu não faço a menor idéia do que represente e não vou ler no Wikipédia...rsrsr
– H. Atravessar a praça, pegar a rue de la Paix até a praça da Opera – I. Na esquina do boulevard de Capucines-J - tem o meu café preferido, o Café de la Paix. Pegar este boulevard, que vai se chamar Madeleine e seguir até a Igreja Madeleine – K. Contornar a igreja, passar na frente do Fauchon – L ..." . Fizemos tudo isso. A rue de la Paix é linda, com predios antigos cheios de flores na sacada. Encontramos lojas de diamentes e Rolex pelo caminho. Passamos e entramos na Opera, tudo muito chiq no hall, que era soh até onde poderiamos entrar sem pagar. Entrando no boulevard de Capucines, fomos atras do Café de la Paix e descobrimos que um cafezinho custava seis euros. Tudo bem que o lugar era lindo, havia uma terraça coberta muito charmosa, mas seis euros?! Dah licença né! Continuando na rue de la Paix, chegamos à Madeleine, demos a volta para encontrar a Fauchon. Entrei na Fauchon, que é a padaria mais famosa e cara de Paris, eles fazem coisas muito especiais e cobram preços bem especiais também: que tal 1.20€ por um mini pãozinho? Mas a padaria, sei nem se é justo chamar padaria, é linda. Toda cor de rosa. Paguei o mico de tirar uma foto em frente...rsrsrsr
Depois seguimos para a Igreja Madeleine, que é logo em frente. Muito bonita, com um clima todo especial, como todas as igrejas antigas. Aproveitamos para descansar os pés la dentro. Que a essa altura estavam latejando muito, mas eu ainda nao tinha começado a mancar.
O roteiro do Conexao continuava pela galerie Lafayette, e nos fizemos o caminho de volta até a praça da Concorde, de la seguimos para o jardim de Tuileries e Louvre. Jah eram mais de três da tarde e ainda não tinhamos almoçado. Logo na entrada do jardim, que é o jardim do Louvre, existe uma fonte e varias cadeirinhas na borda, sentamos e comemos nossos sanduiches. Meus pés estavam absurdamente muito doloridos. Depois fui mancando até a entrada do Louvre.
Outro Momento-Uau foi chegar no Louvre, ver o Petit Arco do Triunfo e la atras....as pirâmides! A gente esqueçe até que nao tem mais pé pra andar. E lah dentro a andaça seria grande. O lugar é sem palavras. Eh tudo o que eu imaginava multiplicado por ...sei lah...dez. Pra começar, você entra pela pirâmide. E pra terminar, você vai rodar, rodar, e não vai ver um centésimo do que tem la dentro, à nivel de historia. Sabe aquelas figurinhas que a gente vê nos livros de historia quanto tah estudando a Idade da Pedra, os egipcios, os romanos....tah tudo lah! Ao vivo.
Começamos pelas esculturas italianas, varias. E no final do corredor ficava ela, a unica, a famosa, a absoluta (nao, a Stefany nao estava lah com seu crossfox)....la no final do corredor ficava a Monalisa, e uma amontoado de turistas querendo vê-la. Minuscula se comparada ao quadro gigantesco à sua frente, nao so gigantesco mas intrigante. Dah uma olhada, é uma santa ceia à la louca.
Mas, quer queira, quer nao, a Monalisa é o quadro mais famoso do mundo, e é bem legal chegar pertinho dele, mesmo que seja pequenininho.
Nao tem como ficar falando sobre o Louvre, o lugar é incrivel. Ponto. Existe o percurso turista-apressado que indica as principais obras, ou as mais famosas, aih você sai caçando elas: Monalisa, Victoire de Samonthrace, Vênus de Milo, Codigo de Hamurabi, esqueci as outras. Passamos por essas e mais outros tantos quadros famosos. Até a capa de um livro que ganhei de presente estava la. E coisas que não imaginava encontrar no Louvre, como colunas e esculturas gregas gigantes, também estavam lah. Tudo muito incrivel.
Esqueci de comentar que em varias salas, havia grupos de estudantes, de historia ou arte, tendo aulas. Todos sentados no chao com seus notebooks e o professor falando... Estao vendo esse artefato? Ele foi encontrado ..bla bla bla e representa bla bla bla. Muito cool!
Saimos quando o museo fechou. E nao foi tao simples achar a saida. Os pés que mal aguentavam me manter em pé, sem exageros, teve que subir e descer algumas escadas....e depois andar muito para encontrar a estaçao de metrô certa. E jah era tarde, e estavamos sozinhas e chegando na estaçao proxima à école ainda teriamos que caminhar uns vinte minutos.
Finalmente chegamos em casa, e pizza nao era so uma boa ideia, era necessario!


