quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ha muito tempo atras...indo para Nantes

Outro texto escrito ha duas semanas e desenterrado...

O trem partia às seis da manhã. As passagens jah estavam na mochila. E as malas que durante uma semana me atormentaram (até pesadelo tive) jah haviam descido os quatro lances de escada.

Nao existe trem de Vichy direto para Nantes. Iriamos para Paris, Gare de Lyon, e depois teriamos que ir para outra estaçao, Gare Montparnasse. Tinhamos duas horas para essa troca e até um dia antes da viajem, não sabiamos se haveria ou não um onibus da Egide para nos ajudar na transferência. Por isso os pesadelos com as malas. Um dia sonhei que eram três, não somente duas. Acordei e fui contar para ter certeza.

A ajuda na troca de gare foi confirmada. Seria tudo muito tranquilo se o trem não tivesse atraso uns 40 minutos. Chegamos em Paris, descemos as malas e fomos a procura do motorista. Muitas malas para colocar no onibus. Eramos quatro brasileiros, uma chinesa, dois russos e um chileno (acho que não to esquecendo ninguém). Do onibus, no caminho, vimos a pontinha da Torre Eiffel e a Sacre-Coeur, bem longe.

O transito em Paris não é a ultima maravilha do deserto. Chegamos na Gare de Montparnasse com quinze minutos para descer as malas, achar a plataforma e subir as malas no trem. Novamente, fomos na direçao errada. Isso aconteceu quando eu estava indo pra Vichy. Finalmente achamos a plataforma. Como disse alguém, Nantes tarde que nunca

O trem era um TGV. Essa era a primeira vez que eu andaria em um. Diziam que era ultra rapido. Nao achei tao ultra assim, mas é rapido comparado aos outros. Quando ele entra em tuneis, e sao muitos, a diferença de pressão provoca um efeito muito, mas muito, maior no ouvido do que o avião.

Tenho que agradecer muito aos meninos que ajudaram com as malas. Serio, nao teria dado pra mim sozinha. Nunca mais na vida viajo com tanta bagagem.

Depois de algumas horas de viagem, chegamos em Nantes às 14:00. Na gare haviam alguns alunos esperando e a responsavel por nos na école. Alguns rostos conhecidos somente por fotos estavam lah.

Deixamos as malas num carro e fomos pegar o bonde. No caminho, algumas paisagens vistas somente em fotos se tranformavam reais. O rio, os barcos dentro do rio. Mas foi tudo muito rapido. E para quem estava em Vichy, Nantes pareceu uma super megalopole. A gente precisa pegar transporte para ir da gare ao alojamento...rsrs

Chegamos na école e fomos direto pra residência. Muito bonitinho o prédio. Ficamos no hall de entrada conversando com alguns veteranos, brasileiros que jah estavam lah e os outros estrangeiros que se juntaram ao grupo. Ao total somos 34 estrangeiros..por ai. Isso enquanto aguardavamos para assinar varios papeis, receber as chaves e fazer vistoria do apartamento.

Meu apartamento é no térreo e estava em otimo estado de acordo com a responsavel. Ele é somente para duas pessoas e muito pequeno se comparado aos apartamentos para três pessoas. Depois falo sobre ele.

A noite haveria um churrasco que se transformou em marcarrão. Todos os estrangeiros foram, havia veteranos brasileiros e alguns franceses. E muito, muito mosquito. Mas foi bem legal. Voltando pro apartamento, foi soh dormir na minha cama sem travesseiro.

Ha muito tempo atras...As ferias terminam

Texto escrito ha muitos e muitos dias atras...

E as férias terminam…

Semana passada foi a ultima semana de aulas no Cavilam. A ultima semana com todos os brasileiros reunidos. A ultima semana com todos os estudantes na casa da Anne. Ou seja, total clima de despedida.
A Anne viajaria para Paris na quarta-feira, logo terça seria o ultimo jantar, com todos reunidos. Toda a familia estava presente, tiramos foto e ao final, Anne nos presentou com livros. Eu ganhei As cartas de Mme. Sévigne.
Na quarta-feira, a brasileirada combinou de se encontrar na “praia”, se reunir todo mundo, jah que na sexta o pessoal de Lille jah iria embora. Ficamos ateh tarde conversando, alguns jogando volei, outros tocando violao.

Os primeiros a partirem foi o pessoal de Lille, depois Lyon e Paris. Nos de Nantes ficamos por ultimo. Seriam dois dias praticamente sozinhos em Vichy. Incrivel como a cidade ficou deserta com o fim das aulas de verao do Cavilam. Esses dois dias foram usados para arrumar malas, resolver alguns probleminhas como devolver livro na biblioteca, pegar certificado, enfrentar a antiga mère que me devia um comprovante de pagamento. Mas tambem foi usado pra fazer nada e me despedir.

Nao era somente eu que estava um pouco triste de deixar Vichy: a estadia foi muito agradavel, foram férias, nao precisavamos nos preocupar com provas e obrigaçoes, havia muitos passeios para fazer, conhecemos pessoas muito legais de todos os cantos do mudo. Como dizia o Fernando, Vichy é uma realidade paralela. Realmente adorei a cidade. Ela é toda pequeninha, tem tudo que se precisa sem precisar pegar ônibus. Você anda um pouquinho e estah no parque, mais um pouco jah é o centro, o club, a biblioteca, os restaurantes, os correios...tudo perto, muito pratico.
Arrumadas as malas, quarta de manha tomei mu cafe da manha às cinco da matina e partimos para a estaçao de trem. Confirmei com a Anne que voltaria no Natal, Tak e Eduardo também.

Partimos para Nantes.