quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ressucitou !

E hoje DO-NA-DA, 4 anos depois, voltei aqui pra reler o blog !

Gente ! como é engraçado você reler experiências de quatro anos atras !! Foi como voltar no tempo.

Por isso que é tão legal escrever blogs ! Me arrependo enormemente de ter parado de escrever. Quantas coisas mais eu poderia reviver hoje ! A primeira vez num bar em Nantes, as primeiras notas, a mudança para o apartamento novo que dividi com pessoas que hoje são muito especiais pra mim.

Os primeiros amigos franceses. O encontro com  o amigo que virou mais que um amigo.

As viagens ! Inglaterra, Italia, Alemanha, Bélgica, Holanda, China ! Se tivesse continuado escrevendo, hoje poderia voltar aqui e sentir o gostinho de cada uma delas de novo.

O Duplo Diploma foi sem duvida uma experência divisora de aguas na minha vida. E enquanto eu estava la, eu me perguntava como seria a vida depois. Não fazia a menor idéia !

Agora eu sei =) E continuo por aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Andando por Paris 2



Segundo dia:

O segundo dia em Paris foi o dia em que mais andei na vida.
Decidimos, para aproveitar o maximo possivel, seguir um roteiro bem planejado. Tinhamos o site Conexao Paris e o guia da National Geographic, ambos muito bons.

Nesse dia seguimos o guia do Conexão Paris: " Vocês vão conhecer (o arco do Triunfo), a avenida Champs Elysèes, avenida Montaigne, ponte Alexandre III, Grand Palais e Petit Palais, praça Concorde, rue Saint Honoré, praça Vendôme, Opera, Madeleine e vão terminar o circuito no centro de consumo de Paris, onde se encontra entre outras as Galerias Lafayette." Sendo que trocamos as Galerias por nada mais nada menos que o Louvre! E é valido lembrar que começamos a jornada às oito da manhã.

"Você vai começar o circuito no metro Charles de Gaulle /Etoile . Esqueceram de dizer que saindo do metro na parada Charles de Gaulle você dah de cara com o arco do triunfo. Momento-Uau. Apos varias fotos, de um lado, de outro, e em baixo, subimos o arco para tirar fotos lah de cima. Quando eu subi, nao sabia que tinhamos acesso ao terraço, aberto e com uma linda visao de Paris. Dentro do Arco existe um museo bem legal. E entramos de graça. Outra dica: o Arco é cercado por uma rotatoria. Depois de alguns bons minutos imaginando como chegariamos ao Arco, vimos que havia uma passagem subterrânea, proxima à saida do metrô. Pois, é por baixo da rotatoria que entra, nao tentando correr entre os carros, possibilidade cogitada.

– A - e vai descer a avenida Champs Elysèes até a praça Franklin Roosevelt . O caminho é lindo! E é muito chiq né? Depois da parte comercial, muitas e muitas grifes, começa uma partizinha arborizada, bem bonita, onde eu pisei no cocô de cachorro. Também, o pessoal do Conexao tem que saber que a traduçao de place não é exatamente praça. La estavamos, eu e Claudia, procurando uma praça onde soh havia um grande espaço aberto com carros passando no meio. para virar a direita na avenida Montaigne.Que demoramos um pouquinho para achar e onde se encontram as maiores grifes, Armani, Prada, Chanel, Dior, Louis Vuitton todas coladinhas. Algo interessante sobre essas lojas eh que, primeiro, existe uma cerquinha entre você e a vitrine: é tao caro que até a vitrine é cheia de não-me-toque. O segurança nao fica la dentro da loja, ele fica na porta, bem na entrada, de frente pra rua, encarando quem passar em frente.

Seguraça com cara de "Você nao parece rico suficiente para entrar aqui"


– B.
Seguir até a praça Alma . Que, novamente, não era uma praça e onde havia farios cafés bem franceses, onde se podia sentar e observar o rio Sena.– C - virar a esquerda e seguir nas margens do Sena até a ponte Alexandre III. A ponte Alexandre III, que por toda a viagem eu so conseguia chamar de ponte Henrique III, até que no final desitiram de me corrigir, é algo incrivel. Ela é gigante, é linda, super decorada.
Ponte Henrique...ops Alexandre III.

– D.
Pegar a avenida W. Churchill e passar na frente do Grand Palais e do Petit Palais .Passei em frente, bem rapido. Nao tinha nada demais. Os prédios são muito bonitos, mas eu não conheço a historia deles.

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E - até estar de volta nos C, hamps Elysèes. Continuar descendo a avenida até a praça Concorde .Como nesse dia estava sem um guia historico, e soh um roteiro mesmo, muito passou despercebido. Na praça da Concorde fica o Obelisco. Eu li o texto da placa em frente ao monumento, mas nao lembro o que ele representa. Agora lendo no Wikipédia vejo que: "A praça da Concorde é a maior praça da capital francesa, uma das mais famosas e palco de importantes acontecimentos da Historia da França." e também que "O obelisco egípcio de Luxor, com 3300 anos, foi transpostado para a França em 1836, oferecido pelo Egito em reconhecimento ao papel do francês Champolion, primeiro tradutor dos hiéroglifos. O rei Luis Felipe II o fez colocar ao centro da praça. Os hieróglifos que o cobrem celebram a glória do Farao Ramsés II. O obelisco situa-se sobre a linha do eixo histórico de Paris que vai do Arco do triunfo ao Arco da Défense, passando pelo Jardim das Tulherias e pela avenida Champs-Élysées"... ah se eu soubesse disso antes!

Praça da Concorde e seu obelisco.

Foi na praça da Concorde que fomos atacadas por ciganas. Em Paris, e em Nantes também, existem muitos ciganos, que sao os chamados Rom's, pessoas pobres vindas da Romênia. O problema em relaçao à eles é que você nao pode sorrir, ser educado e dizer que nao pode ajudar. Ou você dah o dinheiro ou passa direto. Se você sorrir, ja era, sem exageiros. Quatro mulheres cercaram a Claudia, ficaram segurando o braço dela, outra puxou celular, foi muito tenso. A Claudia puxou o celular de volta e conseguiu se soltar delas. A dica, que a gente aprendeu depois, é que elas são incansaveis e tendem a te segurar, te puxar, então a melhor maneira é dizer nao e seguir em frente, simpatia zero.

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– F.
Pegar a rua Royale e seguir até o cruzamento da rua Saint Honoré – G. Se virar a esquerda você vai entrar no faubourg Saint Honoré, a rua onde está concentrada a alta costura e se virar a direita, vai seguir a rua Saint Honoré, ponto hype da cidade. Virar a direita na rua Saint Honoré e seguir até a Place Vandôme. Depois do episodio com as ciganas, a gente ficou andando meio sem prestar atençao em nada, soh se afastando. Passamos por todas essas ruas, que é uma parte um pouco menos turistica de Paris, ou parece. E foi dificil achar a Place Vandôme, o mapa não parecia de acordo com o que estavamos vendo na verdade. Enfim a encontramos, é uma construçao bem interessante. Uma grande praça, toda cercada por predios idênticos, com um outro obelisco no meio, que eu não faço a menor idéia do que represente e não vou ler no Wikipédia...rsrsr

Praça Vendôme ...é claro que não fui eu quem tirou essa foto.

– H.
Atravessar a praça, pegar a rue de la Paix até a praça da Opera – I. Na esquina do boulevard de Capucines-J - tem o meu café preferido, o Café de la Paix. Pegar este boulevard, que vai se chamar Madeleine e seguir até a Igreja Madeleine – K. Contornar a igreja, passar na frente do Fauchon – L ..." . Fizemos tudo isso. A rue de la Paix é linda, com predios antigos cheios de flores na sacada. Encontramos lojas de diamentes e Rolex pelo caminho. Passamos e entramos na Opera, tudo muito chiq no hall, que era soh até onde poderiamos entrar sem pagar. Entrando no boulevard de Capucines, fomos atras do Café de la Paix e descobrimos que um cafezinho custava seis euros. Tudo bem que o lugar era lindo, havia uma terraça coberta muito charmosa, mas seis euros?! Dah licença né! Continuando na rue de la Paix, chegamos à Madeleine, demos a volta para encontrar a Fauchon. Entrei na Fauchon, que é a padaria mais famosa e cara de Paris, eles fazem coisas muito especiais e cobram preços bem especiais também: que tal 1.20€ por um mini pãozinho? Mas a padaria, sei nem se é justo chamar padaria, é linda. Toda cor de rosa. Paguei o mico de tirar uma foto em frente...rsrsrsr

Interior da Fauchon.

Depois seguimos para a Igreja Madeleine, que é logo em frente. Muito bonita, com um clima todo especial, como todas as igrejas antigas. Aproveitamos para descansar os pés la dentro. Que a essa altura estavam latejando muito, mas eu ainda nao tinha começado a mancar.

O roteiro do Conexao continuava pela galerie Lafayette, e nos fizemos o caminho de volta até a praça da Concorde, de la seguimos para o jardim de Tuileries e Louvre. Jah eram mais de três da tarde e ainda não tinhamos almoçado. Logo na entrada do jardim, que é o jardim do Louvre, existe uma fonte e varias cadeirinhas na borda, sentamos e comemos nossos sanduiches. Meus pés estavam absurdamente muito doloridos. Depois fui mancando até a entrada do Louvre.

As famosas cadeirinhas do Jardim de Tuileries, que eu jah tinha visto em tantas fotos.

Outro Momento-Uau foi chegar no Louvre, ver o Petit Arco do Triunfo e la atras....as pirâmides! A gente esqueçe até que nao tem mais pé pra andar. E lah dentro a andaça seria grande. O lugar é sem palavras. Eh tudo o que eu imaginava multiplicado por ...sei lah...dez. Pra começar, você entra pela pirâmide. E pra terminar, você vai rodar, rodar, e não vai ver um centésimo do que tem la dentro, à nivel de historia. Sabe aquelas figurinhas que a gente vê nos livros de historia quanto tah estudando a Idade da Pedra, os egipcios, os romanos....tah tudo lah! Ao vivo.

Começamos pelas esculturas italianas, varias. E no final do corredor ficava ela, a unica, a famosa, a absoluta (nao, a Stefany nao estava lah com seu crossfox)....la no final do corredor ficava a Monalisa, e uma amontoado de turistas querendo vê-la. Minuscula se comparada ao quadro gigantesco à sua frente, nao so gigantesco mas intrigante. Dah uma olhada, é uma santa ceia à la louca.

Quadro em frente à Monalisa.

Mas, quer queira, quer nao, a Monalisa é o quadro mais famoso do mundo, e é bem legal chegar pertinho dele, mesmo que seja pequenininho.
Nao tem como ficar falando sobre o Louvre, o lugar é incrivel. Ponto. Existe o percurso turista-apressado que indica as principais obras, ou as mais famosas, aih você sai caçando elas: Monalisa, Victoire de Samonthrace, Vênus de Milo, Codigo de Hamurabi, esqueci as outras. Passamos por essas e mais outros tantos quadros famosos. Até a capa de um livro que ganhei de presente estava la. E coisas que não imaginava encontrar no Louvre, como colunas e esculturas gregas gigantes, também estavam lah. Tudo muito incrivel.
Esqueci de comentar que em varias salas, havia grupos de estudantes, de historia ou arte, tendo aulas. Todos sentados no chao com seus notebooks e o professor falando... Estao vendo esse artefato? Ele foi encontrado ..bla bla bla e representa bla bla bla. Muito cool!
Saimos quando o museo fechou. E nao foi tao simples achar a saida. Os pés que mal aguentavam me manter em pé, sem exageros, teve que subir e descer algumas escadas....e depois andar muito para encontrar a estaçao de metrô certa. E jah era tarde, e estavamos sozinhas e chegando na estaçao proxima à école ainda teriamos que caminhar uns vinte minutos.

Finalmente chegamos em casa, e pizza nao era so uma boa ideia, era necessario!

Andando por Paris 1

Saimos de Nantes no dia 25 de outubro, segunda-feira. Chegando em Paris,Gare Montparnasse, tinhamos que ir à Ecole Centrale para pegar as chaves do apartamento. O medo de se perder era bem grande.


Depois de passar 40 minutos numa fila para comprar os bilhetes de metrô, chegou a nossa vez e...a maquinha parou de funcionar. Mais meia hora em outra fila, e finalmente tinhamos nosso bilhetes. Soh faltava enfrentar as escadas, com duas malas. E bota escada nisso. O metrô de Paris é um sobe e desce sem fim.


Chegamos tarde na Ecole, que fica a quase 40 minutos de Paris, nao daria pra conhecer a cidade no mesmo dia. Resolvemos ir ao supermercado, comprar o material para os sanduiches que comeriamos durante uma semana.

Primeiro dia:

Em frente ao Palacio de Versailles
Decidimos começar pelo Palacio de Versailles, que fica bem afastado do centro de Paris. Nos encontramos na saida da ecole, todos os centraliens de Nantes que estavam por lah, o pessoal de Lyon, de Marseille e o Flavio, nosso anfitrião em Paris..rsr E a primeira surpresa do dia, olho pro lado e lah estah ..Eduardo, o mexicano que morava comigo em Vichy! Foi muita coincidência.

A previsao era de -1°C e greves de metrô. Como nunca tinha pegado temperatura negativa antes, embrulhei até a alma para não sentir frio. Mas nem foi tao ruim assim. Eh frio, a mão doi mesmo com luva, o nariz arde, mas sai fumacinha da boca e a gente se diverte..rsrsrs Quanto às greves, não sentimos nada, durante toda a viagem.

Eh impressionante a visão que se tem quando estamos chegando no palacio de Versailles. A avenida termina, e começa aquela imensidão.
Chegando no Palacio de Versailles
Havia uma fila enorme para comprar ingressos, que custavam 15 euros, e outra para entrar. Mas aih vem o melhor de ser estudante estrangeiro em Paris: não pagamos nada! Eh soh chegar, mostrar o visto de estudante, e pronto...é de graça.

Passamos algumas horas dentro do palacio, e nao vimos tudo que se podia. Eh gigante. Nos castelos anteriores que eu visitei, sempre ficou a sensação de "algo estah faltando" ou "aquilo podia ser mais bonito". Versailles é perfeito. Sem limites para luxo, sem limites para tamanho e extremamente bem conservado. Uma visita que vale muito a pena.




Saindo do castelo, chegamos no Jardim de Versailles. Eh legal porque você não depara direto com o jardim. A saida eh pela lateral, você vê um jardizinho, de repente olha pro lado e tem aquela visão gigantesca do jardim... Esse é um dos muitos Momento-Uau! em Paris. O queixo cai. Ele eh tao grande, que existem carrinhos e bicicletas para se alugar. Eh impossivel fazer tudo a pé. La depois de todas aquelas arvores, existem ainda outras construçoes. A area do castelo destinada à Maria Antonieta, por exemplo.

A vista incrivel do jardim de Versailles
Para resumir, a visita foi incrivel. Quero ir de novo!!!

Saindo de Versailles, e depois da Claudia ter perdido e achado, ter perdido o bilhete de trem e comprado outro, chegamos em Paris. E descemos (esse nao eh o jeito mais honesto de contar, mas rsrsrsr) na parada da Torre Eiffe! Sim, eu iria vê-la pela primeira vez. E apesar de parecer bobagem, é muito emocionante! Serio, algo sobre o qual tu ouviu falar a vida inteira, as inumeras fotos, as incontaveis musicas falando dela.

La estavamos nos atravessando uma rua qualquer, quando o Farias fala: Bianca, acho que tem alguma coisa brilhanto ali? Eu virei o rosto achando que ia ver um poste quebrado, e vejo isso:
A primeira vez a gente nunca esquece
Foi muito legal! Eu achava que estava muito longe da Torre. Foi um surpresa! Momento-Uau. Ela é muito mais linda pessoalmente. E quando menos se espera, ela começou a brilhar, fica muito mais incrivel.

Muitas fotos depois, chegamos às margens do Sena, de onde pegariamos o famoso Bateau-Mouche para dar um passeio de barco por um dos rios mais famosos do mundo. O passeio custa 12 euros e dura uma hora. Li que o passeio ideal seria no por-do-sol porque teriamos o sol na ida e as luzes da cidade à noite. Mas esse passeio nao existia, quando partimos nao tinha mais sol. Achei legal, nada ultra surpreendente, mas é um outro ponto de vista da cidade.

Apos o Bateau, andamos embaixo da torre, o que não é um lugar muito tranquilo à noite. Tem muito, muito vendedor de torrinhas e mil e uma coisa. E eles são incrivelmente insistentes. Passamos pelo Trocadero para chegar à estação de mêtro. Mas não deu pra adimirar muito. Voltamos lah mais duas vezes.

Fim do primeiro dia.

Paris, Paris!

Por aqui, as férias são diferentes. Ao invés de dois meses seguidos no fim do ano, temos feriados prolongados espalhados por outubro (Feriado de uma semana Toussaints), dezembro (duas semanas para natal e ano novo), fevereiro(férias de inverno) e abril (nao tenho muita certeza sobre o ultimo).

O nosso primeiro feriado foi o Toussaints (todos os santos). Enquanto quase todos estavam comprando suas passagens para destinos incrives (Belgica, Alemanha, Inglaterra, Turquia) eu e a Claudia decidimos ir à Paris, que na minha opinião, é a cidade mais incrivel do mundo. E conhecer Paris foi mais que um sonho realizado. E nada melhor que realizar um sonho, logo na primeira viagem que eu faço na França!

A nossa viagem foi também a mais barata (o que eh muito importante pra gaucho), jah que ficamos hospedados (graças à Maira, que estaria na Gra-Bretanha) na Ecole Centrale Paris, de graça.

Passamos uma semana em Paris, e não, não deu pra conhecer tudo. Não foi suficiente nem para conhecer todas as atraçoes mais conhecidas. Eu não vi Musée d'Orsay, nem Les Invalides.

Como queria aproveitar o maximo os seis dias que tinhamos, pesquisei roteiros à pé por Paris e econtrei um guia otimo no Conexão Paris, que tentamos seguir passo-passo. E também tinhamos um guia emprestado, que além de ensinar roteiros, explicava cada monumento que viamos pelo caminho, fazia você voltar no tempo.

Desculpem, mas eu vou querer contar cada passo e como foi cada um dos seis dias na cidade mais "awe....wait for it...some, awesome!" do mundo.

Para Pedro

Graças uma longa e intensa campanha promovida por ninguém mais, ninguém menos que Pidroh-mah, O Shremps, (exagerando e me sentindo uma celebridade), volterei a postar com mais frequência no meu bloguinho.

Long story short, muitas coisas aconteceram e mudaram desde a ultima postagem. Minha idade por exemplo! Agora terei que lembrar que tenho 21 anos, nao mais 20, e isso vai ser uma tarefa muito dificil, porque eu ainda acho que tenho 19!

A temperatura! Nao temos mais um agradavel começo de outono, mas um frio começo de inverno, e as temperaturas estão normalmente abaixo de zero. Até semi-nevou!

Também conheço Paris agora!

Por falar nisso, no fim da super viagem para Paris, meu celular foi roubado, e eu foi feita de idiota, o que é quase tao ruim quanto. Por isso perdeu a graça contar sobre a viagem. Foi chato chegar em casa de volta com um monte de problemas pra resolver.

Mas agora que os 400 euros roubados jah estao pra ir embora da minha conta, e jah me acostumei com o fato de nao ter mais meu celular, posso contar sobre Paris.

Jah entendo e posso explicar melhor como funciona a école, para os interessado.

Até breve!

sábado, 23 de outubro de 2010

Independente da cultura

O que é normal e o que é normal para você.

Não existe nada independente da cultura. E não existem coisas normais. Existem coisas normais para nossa cultura. E por isso que viajar, conhecer outros paises, é algo tão fantastico, enriquecedor. Você percebe que existem bilhões de pessoas por ai que fazem coisas e pensam de uma forma muito, mas muito diferente da sua. E percebe que as coisas que você acreditava serem iguais para todo mundo, simplesmente não são. Quando se ouve a mesma coisa, desde que se entende por gente, você acha que aquilo é verdade para todos, que não tem como ser diferente. Eh assim e pronto. De repente você pega um avião, e percebe que aquilo era verdade pra você, na sua cultura. E assim a gente encontra formas diferentes de pensar e de resolver os problemas.

A nossa cultura é o que nos define, é o que dita nossos habitos. Acho que não existe nehuma noção tão basica a ponto de não variar de uma cultura à outra. Os chineses não dão a minima se comem de boca aberta. Simplesmente la não existe a pessoa que diz "come de boca fechada menino!". Comer de boca aberta e fazer barulho (para o meu desespero..Rsrs) é pra eles algo tão normal como comer com palitos. Eh impressionante ver um engenheiro não saber segurar um garfo e uma faca. Gente, um garfo e uma faca! Qual a dificuldade? Ai você pensa que aquela pessoa nunca fez isso antes na vida, ela sempre comeu com palitos. Ai você para (do verbo parar) para pensar na primeira vez em que tentou comer com os malditos palitos, e no quanto foi dificil! Pelo menos pra mim foi.


No post anterior citei os casos das bizarrices dos franceses colocs do pessoal. A minha coloc foi a que colocou a tampa da lixeira do banheiro na pia da cozinha. Ela tem convicção de que a tal tampa não é algo sujo (mas tah no banheiro pô!). Até porque aqui não se coloca papel higiênico sujo na lixeira. Pra que ficar com um recipiente cheio de papel sujo dentro do banheiro, acumulando bactérias, se eles são biodegradaveis e se podemos simplesmente dar descarga neles?

Obrigado por jogar o papel higiênci na privada.
Ou proibido jogar o mesmo na lixeira.

A minha coloc, a Marie-Caroline, ela é bem paranoica com umas coisas. Tudo que eu compro, que são as coisas que EU como, ela vai olhar a validade. Eu abri um pote de sorve e deixei no congelador por dois dias, depois fui comer. Ela deu um pulo. Eu não poderia comer porque ja teria vencido. Mas era sorvete! Uma vez o pano de prato caiu no chão, que tinha acabado de ser limpo. Ela disse que o pano não poderia mais ser utilizado e colocou para lavar. Adivinha onde??? Em cima da lixeira do banheiro!! rsr

Quanto ao Causo da Falta De Banho dos Franceses, acho exagero e não acho justo. Eh fato que se você sair de metrô (no nosso caso Tram) no meio do verão, é quase certeza sentir o bafo de asa, como diz a gaucha, dos franceses. Porém não são todos e são normalmente os mais velhos. Ja em relação os indianos, até hoje não conheci um que não fedesse. Sério! E pros marroquinos, somente um. Ainda não sei por que, mas eles parecem não saber do ultimo lançamento altamente tecnologico, o anti-transpirante.
Acho que não ficaram dizendo isso para os franceses e indianos quando pequenos. Sera que essa é nossa noção de higiene?

Mas ai eu parei pra pensar, por que a gente toma tanto banho (que em francês quer dizer um banho por dia)? Acho que fazemos isso mais para não feder do que por higiene. Ninguém quer ficar fedorento! Mas eles não se importam. Eles, os indianos e alguns franceses, não se incomodam de feder, é super natural. E não existem milhões de doenças desenvolvidas pela falta de banho. Eu continuo tomando um por dia, mas com o começo do frio vou contar que é dificil...rsrsr (isso soa tão porquinho). Não temos aquecedor no banheiro e agua tah saindo tão gelada que o aquecedor de agua nem esta esquentando tanto. E temos quantidade de agua quente limitada, alguns litros por dia. Nao daria para tomar dois banhos por dia (que no exato momento soa como um grande absurdo) nem se eu quisesse. E não acho que tenha menos higiene por isso.


O francês e seu pão. Vai dizer que não é mais pratico?

Tem o causo da baguete( pão grande) também. Francês, mais parisiense, não se importa de comprar um pão sem saco e colocar em baixo do braço. Alias, eles não se incomodam que a vendedora pegue o dinheiro e com a mesma mão, sem luvas, pegue o pão. Uma vez vi uma brasileira aqui reclamando disso. Dizendo que iria ficar rica se montasse uma padaria aqui, porque todos usariam luvas e seria muito mais higiênico. Ela so não percebeu que isso não faz a menor diferença para os franceses.

Olha eu ai com a baguete no colo.

O mais estranho é quando os médicos mudam o discurso. Até a medicina depende da nossa cultura. No Japão, as mulheres não tomam anticoncepcional, ou evitam tomar, porque os médicos não recomendam. Porque, palavras de um japonês, é algo que faz tão mal ao organismo, podendo gerar cancêr, que não vale a pena tomar. No Brasil, os médicos aconselham, o remédio regula o organismo, serve até como tratamento estético, ja que diminui o nivel de inflamações na pele. Quanto à maneira correta de comer: o milésimo Globo reporter sobre nutrição, mostra os médicos dizendo que se deve comer a cada três ou quatro horas. Assim se evita comer muito em casa refeição. Para médico francês não é assim. Você deve comer somente três vezes ao dia, e ai você pode comer e deve comer muito. Com direito à entrada, prato principal acompanhado de pão, queijo, vinho e sobremesa. Mas nada de comer entre as refeições, nada mesmo. Caso contrario você engorda. Para eles, comer a cada três horas é comer o dia inteiro, isso foi a médica que me falou. Eh basicamente o oposto do que se diz no Brasil. E enquanto parece muito mais logico o jeito brasileiro, os franceses são famosos pelo baixo indice de obesidade. (Abro parênteses pra dizer que não sei como com tantas coisas gostosas em toda esquina!).

E brasileiro também é engraçado. Enquanto ficam reclamando da falta de banho dos franceses, que é altamente não higiênico, tem gente que acha super chic quando eles colocam uma bola de fungo, ops um pedaço de queijo, na boca. Tem gente que paga caro so pra poder comer fungo também no Brasil. E o negocio nem gostoso é. Quantas vezes não ouvimos "Ah! mas por que os queijos franceses bla bla bla"?

Quanto aos restaurantes, acredito que eles não precisem lavar pano de chão na cozinha rsrsr. E não sei como são as regras por aqui. Mas eles parecem bem mais rigorosos quanto à validade dos alimentos do que no Brasil. Ah e o que sai de dentro da cozinha é tão perfeito que a gente nem se importa! rsrsrs

Semana passada fui visitar uma industria alimeticia (que por sinal é incrivelmente linda e bem estruturada, adorei a visita!). Era a industria da LU, umas das marcas de biscoitos mais famosos daqui, e olha que tem muitos, e um melhor que o outro. No meio do discurso o engenheiro falou: "Porque hoje as pessoas tem menos tempo para comer, tentamos desenvolver um produto que sirva como café-da-manhã e que seja rapido. As pessoas não podem ficar sem café-da-manhã, ninguém quer engordar". Pensei: caraca! para eles é tão natural associar um bom desjejum com o baixo acumulo de gordura durtante o resto do dia, que é senso comum. Quer emagrecer? Come bem de manhã!

E sobre a comida... O grande problema da culinaria francesa não é se adaptar à ela, é conseguir parar de comer! E impossivel vir pra ca e não se encantar pela culinaria. Não da pra vir pra ca e não comer. A fama deles não é à toa.


Quem se importa com a cozinha? rsrsrsrsr

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O outono

Folhas no começo do outono

Pois é, o outono começou e não foram somente as folhas que começaram a cair.

O frio esta chegando e é interessante observar como esse negocio de frio varia segundo a pessoa. Ja tem francês coberto dos pés à cabeça, enquanto outros ainda andam de bermuda por ai. Eu acho que estou no meio termo por enquanto.

A transiçao verão-outono foi marcada por muita chuva. O tempo fechou, o sol sumiu e choveu por mais de uma semana. Achamos que não veriamos mais o sol por um longo tempo. Porém ele voltou! Mas o frio ficou. E estranho e bonito. O sol esta la brilhando bem bonito, mas faz um frriiiioooo. Tipo sete graus ja é bem frio, e quando tem vento, ai soh com muito cachecol.

Ontem fez -1 e a grama amanheceu com uma fina camada de gelo, que por sinal eu não vi. Outra coisa é que oito da manhã o sol ainda não nasceu. Parece que você esta saindo de casa de madrugada para ir à aula. Hoje acordei cedo e sai de casa quinze minutos antes da aula. Não tinha ninguém na école!!! Parecia que eu estava lah, adando sozinha, de madrugada. Quando na verdade eu estava às 7h40 indo pra aula das oito.